Inteligência Artificial: Por um Debate Multidisciplinar
Palavras-chave:
Empiria, Estudos de Caso, Inteligência Artificial, Multidisciplinaridade, TeoriaSinopse
A disseminação da inteligência artificial generativa reabriu, em escala global, o debate sobre autoria, originalidade, aprendizagem e integridade acadêmica. Embora essas ferramentas possam apoiar a pesquisa, a organização de ideias, a revisão linguística e a prática autônoma, seu uso impróprio em atividades avaliativas pode ocultar lacunas conceituais, deslocar o esforço cognitivo do estudante e comprometer a validade inferencial da avaliação. Este capítulo, de natureza teórico-reflexiva, discute o uso de avaliações orais como estratégia para mitigar os efeitos do uso impróprio da inteligência artificial na educação superior. Com base em literatura recente sobre inteligência artificial generativa, integridade acadêmica, avaliação autêntica e exame oral, sustenta-se que a avaliação oral não deve ser entendida como solução isolada, policialesca ou nostálgica, mas como parte de um redesenho avaliativo centrado na demonstração situada da aprendizagem. Argumenta-se que, quando bem planejadas, as avaliações orais permitem verificar autoria, raciocínio, capacidade de argumentação, tomada de decisão, domínio conceitual e articulação entre teoria e prática. Ao mesmo tempo, o texto reconhece limites importantes, como ansiedade discente, exigências de tempo, riscos de subjetividade e necessidade de ajustes de acessibilidade. Conclui-se que a mitigação dos efeitos do uso impróprio da IA requer uma política institucional baseada em transparência, critérios explícitos, formação docente e combinação de múltiplos formatos avaliativos, entre os quais a avaliação oral ocupa lugar estratégico.
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Uso de Avaliações Orais para Mitigar os Efeitos do Uso Impróprio da Inteligência Artificial na Educação Superior
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